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Em essência,
cada um de nós é o amor;
Não o amor com qualidade, não o amor com adjetivos; Um amor singular. Cada um de nós aprende o amor de um jeito; Tem o jeito mesquinho, tem o jeito sem jeito. Tem o amor que é sujeito, tem o amor advérbio. Cada um de nós percebe o amor de uma cor; Tem a cor pastel, tem a cor passional. Mas, do que qualquer cor, tem o tom pessoal. Cada amor tem um gosto, Tem o gosto de mel, tem o gosto de sal, Tem o sabor sensual, tem o gosto de fel. Cada um sente um cheiro no amor. Um cheiro passageiro, um perfume que arrebata. Um cheiro que mata. Cada um ouve o amor de sua maneira, Tem a música de Rock, tem o Pagode, Tem o Samba-Pop. O que ninguém percebe que o som que se ouve, Não é o som verdadeiro, O amor de verdade tem um tom derradeiro. Cada um de nós sente o amor a seu modo. Tem o gesto gentil, tem jeito brusco. Tem um momento intenso; Tem outro quase sem vida... Mas o que ninguém percebe, a sua maneira, O amor vai dando seu jeito, vai nos dando jeito. O que importa na vida, não são teses elaboradas, as questões bem resolvidas, as soluções ideais. O que importa mesmo é ter vivido o amor. Não o amor ideal, nem o santo amor, nem mesmo o verdadeiro. Apenas tê-lo vivido, humanamente dentro daquilo que somos e conhecemos... |
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